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O resultado foi o nascimento de Jesus
Rev. Larry Christenson
A visita do anjo Gabriel a Maria é chamada de "A Anunciação". Do ponto de vista de Deus, foi o anúncio de que Deus a havia escolhido para se tornar a mãe do Messias.
Do ponto de vista de Maria, poderia se chamar de "A proposta". O cenário todo e o rumo da conversa sugerem que o anúncio foi uma solene proposta que requeria uma resposta de Maria. Do ponto de vista de Maria, foi como responder a uma proposta de casamento, envolvendo, como seria de esperar, a responsabilidade de dar à luz. Sua resposta foi simples e firme: "Cumpra-se em mim segundo a tua palavra".(Lucas 1:38 RC)
Não há dúvida de que, conforme mostra a Bíblia, Deus não forçou Maria a aceitar a proposta. Nada foi feito contra a vontade dela. Pelo contrário, Ele lhe apresentou uma escolha. É possível imaginar que ela poderia recusar. Ela poderia recuar da proposta e dizer: "Não, não quero que isso se cumpra".
Mas ela escolheu dizer sim. Ela aceitou a proposta e tudo o que essa proposta implicava.
Um triste cenário de fundo
De novo, estamos nos preparando para celebrar o nascimento de Cristo. Contudo, que triste cenário de fundo para esse maravilhoso evento estamos vendo nos contínuos assassinatos em massa de crianças nos Estados Unidos, assassinatos que vêm ocorrendo desenfreadamente desde que o aborto foi legalizado e se tornou uma questão de livre escolha em 1973.
Na sociedade romana, o pai tinha o direito de vida e morte sobre qualquer filho que nascesse na família. Quando uma criança recém-nascida era levada até ele, ele podia escolher ficar com ela ou ordenar que ela fosse morta. Nenhuma outra pessoa ou lei podia violar a decisão do pai.
Olhamos para o passado, para a época em que essa prática era aceita e, com toda justiça, sentimos nojo do que faziam. Qualquer pai que fizesse tal coisa hoje seria julgado e condenado por assassinato.
No entanto, pare para pensar no que está acontecendo agora nos EUA: as leis dão às mães o mesmo direito de vida e morte. Se uma mãe não quer que a criança que está dentro dela viva, ela pode escolher que a criança seja morta. E nenhuma outra pessoa ou lei pode intervir para proteger a vida da criança.
A lógica distorcida dos defensores da livre escolha
Chamam de "pró-escolha" ou livre escolha o direito de fazer aborto, e seria difícil imaginar que um termo como esse esconda intenções tão perversas e malignas, pois o foco da pró-escolha é o direito de a mãe fazer tal escolha. A pessoa inocente cuja vida está em perigo — a criança — não tem escolha, não tem direitos e não tem proteção. O Império Romano do primeiro século dizia: "Só o pai pode decidir". Os Estados Unidos de hoje dizem: "Só a mãe pode decidir". Até que ponto realmente chegamos?
Recentemente, a lógica distorcida do movimento pró-escolha foi revelada num grande anúncio publicado no jornal The Washington Post, o qual enumerou "nove razões por que o aborto é legalmente permitido". Eis uma das razões: "As leis de gravidez compulsória são incompatíveis com uma sociedade livre. Não há pior invasão à privacidade do que obrigar uma mulher a continuar a sua gravidez até o parto".
A gravidez não é compulsória. Nenhuma mulher ou homem é obrigado a se casar ou a ter relações sexuais. (Neste artigo não estamos considerando as gravidezes em casos de estupro e incesto, pois esses casos perfazem um total de bem menos do que um décimo de um por cento de todas as gravidezes nos Estados Unidos. Estamos examinando a questão dos milhões de crianças que são assassinadas por aborto por mulheres que escolheram livremente ter relações sexuais.)
A decisão de não ter filhos é uma decisão bastante séria, e os cristãos devem estudar cuidadosamente a Bíblia, orar e pedir a orientação de Deus antes de tomarem qualquer decisão. Mas sabemos que a Bíblia ensina que os cristãos têm liberdade para escolher não se casar (veja Mateus 19:11-12).
No entanto, a decisão de ter relações sexuais sempre inclui a possibilidade de gravidez. Quando uma mulher fica grávida, surge uma situação inteiramente nova. Outra pessoa entrou na cena, cuja vida, necessidades e direitos devem ser levados em consideração. O princípio moral mais fundamental é que o aborto não é uma opção, pois o assassinato de uma pessoa inocente não é uma opção.
Mas e se por acaso Maria tivesse primeiro dito sim, e então, meditando mais na situação, se arrependesse e pensasse em abortar a criança que estava vivendo dentro dela? Não mais seria uma questão pessoal de Maria: a vida da criança que Deus lhe dera estaria em jogo. E em jogo também estariam as vidas de todas as pessoas à quais Ele havia sido enviado para salvar. O peso moral de tal escolha teria sido enormemente maior do que a escolha que ela enfrentou quando o anjo tinha falado com ela.
Quem é responsável pelos filhos?
Quando um homem e uma mulher escolhem se casar, eles estão entrando num pacto muito especial. Para os cristãos, não é só um pacto entre o homem e a mulher. É também um pacto diante de Deus, que estava presente quando o homem e a mulher fizeram a promessa de serem fiéis um ao outro no casamento (veja Malaquias 2:15).
Quer saibam quer não, quer aceitem quer não, um homem e uma mulher que se casam estão concordando em gerar e cuidar dos filhos que forem concebidos de sua união. Isso é tão elementar, e está tão gravado na história, leis e costumes da raça humana, sem mencionar a tradição cristã, que nem é preciso dizer muito sobre o assunto. Mas esses fundamentos morais tão elementares estão sendo eliminados em nossa época. Tanto dentro como fora do casamento, as pessoas entretêm a noção de que seu relacionamento sexual é algo inteiramente particular, algo que envolve só um homem e uma mulher e mais ninguém. No que se refere ao relacionamento em si, isso pode ser verdade. Mas no que se refere ao fruto do relacionamento, a criancinha que foi concebida, os pais têm a responsabilidade de criá-la e protegê-la.
A respeito disso, a mesma coisa que se aplica a um homem e uma mulher casados também se aplica a um homem e uma mulher que têm relações sexuais fora do casamento. Nossas leis, por exemplo, afirmam que os pais que nunca se casaram e os pais divorciados são responsáveis pelo sustento dos filhos.
Iniciar um relacionamento sexual implica um pacto implícito de ser responsável pelos filhos que forem concebidos como resultado desse relacionamento.
O que é realmente a livre escolha?
Defender o direito de um pai romano do primeiro século ou de uma mãe americana do século atual de "escolher livremente", quando a vida de uma criança está em jogo, mostra que os que são a favor do infanticídio e do aborto têm valores morais pervertidos.
Mas o anúncio a favor do aborto, que saiu no Washington Post, ainda diz mais: "Se as mulheres forem forçadas a continuar sua gravidez até o parto, o resultado será crianças indesejadas".
Duas coisas precisam ser ditas em resposta a essa declaração:
* O casamento e as relações sexuais não são obrigatórios. Ninguém é a favor de que as pessoas sejam forçadas a se casar ou a ter relações sexuais.
* Contudo, escolhendo-se o casamento ou o sexo, não se pode separar o casamento e as relações sexuais da possibilidade de conceber filhos.
Aí, então, está o lugar próprio da livre escolha. As pessoas que não querem filhos não devem casar nem ter relações sexuais.
Isso não é ser simplista. Apenas reconhece o modo como funciona a sexualidade humana. Pode não ser uma resposta agradável para os que querem o prazer do sexo sem as responsabilidades conseqüentes. Mas, sem dúvida alguma, é uma resposta bem melhor do que matar crianças.
Todo esse falatório sobre o direito da mulher à privacidade, ou sobre o direito de ela decidir o que acontece com seu próprio corpo, põe de lado a questão fundamental: a mulher que decide se casar e ter relações sexuais está aceitando as responsabilidades inerentes.
Se fosse denunciado que alguma mãe ou pai estivesse espancando, estuprando ou até mesmo matando os próprios filhos na privacidade de seu lar, a sociedade interviria para proteger as crianças ameaçadas. A gravidez da mãe é a casa da criança em sua primeira fase de vida. A mulher que inicia um relacionamento sexual está, por assim dizer, dando um contrato de aluguel de nove meses para seus filhos antes do nascimento. O direito moral de a criança viver e ser nutrida nessa primeira "casa" é igual ao direito de a criança viver e ser nutrida na casa de seus pais após o nascimento.
Quando a mulher decide fazer aborto, não é só seu corpo que é envolvido, mas também a vida de outro ser humano. Assim como não era certo o pai ter o direito de matar seu filho, assim também não é certo a mãe ter esse direito. São as leis e costumes pervertidos que estão se tornando comuns em nosso país que permitem que o horror do aborto seja infligido em milhões de crianças indefesas.
O que podemos fazer?
Por que estamos escrevendo sobre esse triste cenário de fundo para o Natal? Creio que a comum prática do aborto é uma — talvez a principal —das causas que estão impedindo a renovação espiritual do Espírito Santo de se espalhar em nossa nação. A crise do aborto nos EUA requer arrependimento, perdão e compromisso de defender a santidade do casamento e da vida humana.
O que nós, cristãos, podemos fazer?
Antes de mais nada, em todos os lugares e ocasiões que pudermos, vamos declarar a firme Palavra de Deus, que chama o pecado como realmente é: pecado. A comum prática do aborto legalizado em nosso país é um pecado muito grave. Se lidarmos com esse pecado sem vê-lo como de fato é, estaremos lidando com sintomas apenas, não com a cura.
De igual maneira, devemos levar a mensagem de misericórdia de Deus às mulheres que estiveram envolvidas com o aborto. Meus muitos anos de experiência pastoral me convencem de que a necessidade mais desesperadora das que fizeram aborto é a necessidade de perdão.
É difícil, neste momento da história, ver como ou se conseguiremos influenciar a sociedade nessa questão. Mas isso não deve nos desanimar. Vamos fazer o que pudermos. Deus vê a situação muito além da nossa visão limitada.
Sim, façamos o que pudermos. Vamos ajudar a tornar a consciência (a nossa e a dos outros) sensível ao valor e santidade da vida desde o momento da concepção. Vamos auxiliar — com conselhos, oração e ajuda — as mulheres que estão pensando em abortar.
Mas em análise final, a decisão toda está nas mãos da mulher que concebeu uma nova vida. Embora não tenha o direito de destruir essa vida, ela pode fazer isso, se assim o desejar.
Como vão ficar as coisas em nossa nação é difícil de saber. Mas que grande bênção seria se milhares de mulheres cristãs, que levam dentro de si mesmas o milagre de uma nova vida, dissessem como Maria: "Cumpra-se em mim segundo a tua palavra".
Em sua gravidez, Maria confiou e acolheu o bebê Jesus em sua barriga. Na gravidez, cada mulher cristã também tem o privilégio de confiar e acolher Jesus na pessoa da criança que está em sua barriga: "Quem por amor a mim receber uma criança estará recebendo a mim", disse Jesus (veja Mateus 18:5).
"Cumpra-se em mim segundo a tua palavra". Essa resposta foi muito mais do que o sim inicial que Maria disse ao anjo. Tornou-se o emblema da sua vida. Ela deu à luz o bebê Jesus porque ela havia colocado a sua vida nas mãos de Deus. Ela viveu seu chamado como mãe na alegria e na incerteza, na tristeza e na felicidade. Ela pôde dizer, em todos os problemas e circunstâncias: "o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim". (Lucas 1:49 NTLH)
Assim também poderá dizer toda mãe que colocar sua vida nas mãos de Deus e viver seu chamado como mãe.
Fonte: www.juliosevero.com
URGENTE - Governo defende liberar aborto
Segue matéria (como sempre, com forte viés pró-aborto) informando sobre a pressão que o Governo Federal fará em favor da liberação do aborto.
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Governo defende liberar aborto Programa federal retoma polêmica e recomenda ao Congresso descriminalizar a interrupção de gravidez
Renata Mariz - Correio Brasiliense
Publicação: 21/12/2009 08:23
Em um dos últimos atos oficiais de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançará, nesta segunda-feira (21/12), o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos que, em 121 páginas, traz temas consensuais na sociedade e alguns pontos controversos. Um deles, mencionado na edição anterior do programa de forma evasiva, é a interrupção da gravidez. Na versão atual do documento, está clara a recomendação para que o Legislativo modifique o Código Penal de forma a garantir a “descriminalização do aborto”. Enquanto entidades ligadas aos direitos da mulher comemoram a posição clara do governo federal, deputados da Frente Parlamentar pela Vida, que reúne políticos ligados a diversos credos religiosos, prometem uma reação agressiva contra qualquer tentativa de ressuscitar o tema no Congresso Nacional.
“Irei acompanhar o anúncio desse programa e, caso se confirme a intenção de legalizar o aborto, faremos um levante nacional”, afirma o deputado Carlos Willian (PTC-MG). O parlamentar acredita que Lula não levará adiante tal tema, em função das eleições que se aproximam. “Duvido que a candidata dele, a Dilma Rousseff, defenda a legalização abertamente. Essa questão é muito perigosa porque mexe com a crença do povo brasileiro, um povo cristão por natureza”, critica. Para Leila Adesse, diretora da organização não governamental Ipas Brasil, está exatamente nesse ponto o avanço do documento. “É uma boa surpresa o posicionamento da Secretaria de Direitos Humanos. Com isso, coloca bem claro o quanto as mulheres têm sido violentadas no seu direito, tirando o tema da área religiosa e encarando-o como questão de saúde”, destaca.
Resistências
Leila aponta, atualmente, como o maior desafio para a descriminalização do aborto no Brasil a resistência do Legislativo. “Temos dentro do Congresso um movimento forte, que se denomina Frente Parlamentar Contra o Aborto e trata a questão quase como um partidarismo. Isso dificulta muito a aprovação dos projetos nessa linha”, diz. Advogada da organização não governamental Themis — Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, Rúbia Abs ressalta que até nos casos já previstos em lei, como estupro e ausência de formação cerebral, as mulheres enfrentam uma série de obstáculos para conseguirem fazer a interrupção da gestação. “Meramente por um motivo religioso, o que se constitui um absurdo, uma vez que vivemos em um Estado laico”, lamenta Rúbia.
Em outra linha de pensamento, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) considera um erro grave do governo federal colocar o tema do aborto dentro de um programa de direitos humanos. “E o direito das crianças à vida, onde fica?”, questiona. A despeito da discussão que levou até o Supremo Tribunal Federal (STF) a realizar, de forma inédita, uma audiência pública, para definir em que momento a vida se inicia, o parlamentar é enfático: “Para mim, começa na concepção”, diz o deputado. Ao julgar a ação de inconstitucionalidade apresentada pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, o STF entendeu diferentemente do deputado. E liberou as pesquisas científicas com embriões humanos, dentro de determinadas condições, considerando que o ato não viola o direito à vida ou à dignidade, previstos na Constituição.
Relator da ação, uma das mais polêmicas já enfrentadas pelo Supremo, o ministro Carlos Ayres Britto sustentou a tese de que, para existir vida humana, é preciso que o embrião tenha sido implantado no útero humano. Contra essa ideia, Carlos Willian ressalta que o posicionamento da Frente Parlamentar pela Vida não tem meios termos. “Somos favoráveis ao direito da criança que foi concebida de viver”, reforça.
Casamento gay
Um outro tema controverso presente no Programa Nacional de Direitos Humanos que será lançado diz respeito ao reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo. Eduardo Cunha se opõe à proposta, sustentando que o casamento entre homossexuais fere princípios da sociedade. “Isso não é um exemplo de família. Respeito a opção sexual de cada um, mas reconhecer como uma constituição familiar, isso não”, critica o deputado.
A versão disponível do documento na página da Secretaria de Direitos Humanos é classificada como preliminar. A assessoria de imprensa, porém, destacou que alguns detalhes serão modificados, mas que a essência das propostas permanecerá. O ministro Paulo Vanucchi, a única autoridade que poderia falar sobre o assunto, segundo a assessoria, foi procurado pela reportagem, mas não retornou.
Derrotas no parlamento
A última tentativa de descriminalizar o aborto no Brasil foi enterrada em julho de 2008, numa votação marcada por protestos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O projeto, que tramitava havia 17 anos na Casa, foi derrotado por 30 votos contra quatro. Dois petistas que fizeram campanha de oposição à matéria dentro do colegiado, Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), foram punidos pelo Diretório Nacional do PT por contrariarem uma determinação do partido. Ambos, posteriormente, decidiram deixar a legenda.
Bassuma, durante a votação do projeto, chegou a levar um caixão pequeno e discursar com bonecas nas mãos. O deputado José Genoino, na ocasião, prometeu apresentar um recurso ao plenário, para tentar reverter o resultado da votação. O relator do projeto na CCJ, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que votou pela rejeição da proposta, afirma que tal medida é meramente simbólica. “Demonstrei que a matéria era inconstitucional, feria o direito à vida, de forma que o plenário não reformará tal votação”, sustenta. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, favorável ao aborto, estima em 1,4 milhão de procedimentos no Brasil por ano de forma precária. (RM)
O número
1,4 milhão
Número de abortos clandestinos que são feitos a cada ano, segundo o Ministério da Saúde.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/21/brasil,i=162186/GOVERNO+DEFENDE+LIBERAR+ABORTO.shtml
“Declaração de Manhattan” expressa a oposição dos cristãos americanos ao aborto e ao casamento homossexual
Elaborado pelos Dr. Robert George, Dr. Timothy George e Chuck Colson, assinado por 125 líderes religiosos
Imensas mudanças nas políticas públicas voltadas para as famílias são necessárias para evitar "catástrofe" demográfica na Europa
Hilary White
ROMA, Itália, 16 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — As notícias sobre o índice de aborto, casamento, divórcio e nascimentos na Europa estão ruins e ficando apenas pior, declarou um relatório recentemente apresentado para a União Européia.
De acordo com o relatório do Instituto Norueguês para Políticas Públicas os índices de aborto na Grã Bretanha pularam um terço entre adolescentes solteiras e o aborto está ajudando a envelhecer a população da Europa. Sem uma mudança imensa que traga políticas públicas favoráveis às famílias, o modelo de crescimento do aborto e população cada vez mais idosa inevitavelmente levará ao colapso dos benefícios da previdência social e, no final, à falência do Estado socialista europeu que é assistencialista do nascimento até a morte do cidadão europeu.
Apresentado ao Parlamento Europeu na quarta-feira, o relatório disse que a situação da família na Europa é "um panorama de desolação".
"A Europa foi atirada num inverno demográfico sem precedente e se tornou um continente de idosos, com um grande déficit de nascimentos, menos casamentos e mais lares despedaçados e vazios".
"A população envelhecendo, a grave taxa de natalidade, os abortos em ascensão, o colapso do casamento, a explosão de separações conjugais e o esvaziamento dos lares são os principais problemas dos europeus", disse o Relatório sobre a Evolução da Família na Europa de 2009.
O estudo revelou que o número anual de abortos na UE se iguala à população combinada inteira de seus dez menores países membros, com os três principais países abortadores sendo a Grã Bretanha, a França e a Romênia. Na Europa há um aborto a cada 25 segundos, para um total de mais de 1.200.000 abortos por ano. 19 por cento de todas as gravidezes européias terminam em aborto e 28 milhões de crianças foram mortas por meio do aborto desde 1990, tornando o aborto a principal causa de morte na Europa.
A população acima de 65 anos em todos os Estados europeus já excede a população de menos de 14 anos. A população de menos de 14 da UE caiu de 89 milhões em 1993 para 78.4 milhões em 2008. A população de mais de 65 anos aumentou de 68.3 milhões em 1993 para 84.9 milhões em 2008 — um aumento de 16.5 milhões de idosos. A idade média dos cidadãos europeus é 40.3 anos, com a Itália e a Alemanha tendo as mais elevadas populações de idosos.
O índice de nascimentos em queda na Europa, diz o relatório, com seu concomitante aumento de custos de saúde e pensão, levará a aumentos em gastos de assistência pública à população idosa e ao colapso eventual das receitas governamentais oriundas de impostos, levando finalmente à falência do Estado de previdência social. O índice de nascimentos médio dos países da UE é agora 1.38 por mulher, bem abaixo do índice de substituição de 2.1 de nascimentos por mulher, mesmo em países relativamente férteis como a França.
Sem uma mudança significativa em políticas públicas em todos os países da UE, o relatório prediz que o resultado será "catastrófico". Começando em 2010, a população da Europa em geral começará a cair de 499 milhões para 472 milhões em 2050 e de cada três habitantes, um terá mais de 65.
De acordo com o estudo, a Grã Bretanha é a "capital do aborto na Europa" com índices que no ano passado passaram na frente da França. Seu índice de aborto é o quinto no mundo, atrás da Rússia, EUA, Índia e Japão. Entre esses países, a Grã Bretanha é a nação que menos pode se dar ao luxo de ter tal índice elevado, com uma população menos da metade da Rússia e do Japão, um quinto da população dos EUA, e 1/19 da Índia. A idade média das mulheres na Grã Bretanha também esta se levantando, para 41.3, tornando uma recuperação ainda mais difícil.
A população de 27 nações da UE chegou a 500 milhões no ano passado com a maioria dos aumentos em população (78 por cento) atribuível à imigração, não a nascimentos. O aumento natural da população da Europa é 12 vezes mais baixo do que dos EUA. A Espanha tem uma imigração 9 vezes maior do que seu aumento nacional de nascimentos e a população original da Itália caiu (-0.14 milhões) e teve 23 vezes mais imigrantes do que nascimentos (+3.28 milhões). A Polônia, a Romênia e a Bulgária estão perdendo cidadãos pela imigração e a Lituânia, a Letônia, a Romênia e a Bulgária estão sofrendo a diminuição de suas populações devido aos baixos índices de imigração.
Só a França, a Holanda, a Finlândia e a Eslováquia têm índices internos de aumento populacional maiores do que suas estatísticas de imigração.
Outros indicadores mostram que o número de casamentos, principalmente primeiros casamentos, está diminuindo e o índice de divórcios está crescendo. Há um quarto menos casamentos do que em 1980 e o índice de casamento caiu em 9 entre dez países. Uma de cada 3 crianças (36.5 por cento) nasce fora do casamento. Em alguns países a queda do índice de casamento está por volta de 50 por cento desde 1983 e há mais de um milhão de divórcios por ano, o equivalente a uma separação conjugal a cada 30 segundos.
Mais pessoas (55 milhões) estão vivendo sozinhas do que nunca. Uma de cada quatro residências na Europa tem apenas um morador e duas de cada quatro residências não têm filhos. Das residências com crianças, 50 por cento têm apenas um filho.
O relatório recomenda a criação de um ministério da UE para a família, leis para aumentar a flexibilidade das horas de trabalho para favorecer as famílias, aumentos nas taxas de benefícios para as famílias e uma ênfase em programas assistencialistas para as famílias em vez de para indivíduos.
O relatório pede que os governos reconheçam os direitos das famílias, inclusive o direito de os pais reconciliarem trabalho e vida familiar; tenham o número de filhos que quiserem; escolham o tipo de educação que seus filhos recebem e o direito de as crianças viverem num lar estável.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09111607.html
Sam Blumenfeld
Como membro da Separation of School and State Alliance (Aliança Pela Separação entre Escola e Estado), que defende a revogação das leis de comparecimento obrigatório à escola e do financiamento público da educação, às vezes me pergunto como os Estados Unidos seriam se as leis de freqüência obrigatória fossem abolidas e o governo saísse do negócio e do ensino.
Minha resposta é que nós provavelmente poderíamos nos tornar a nação mais educada do mundo. Por quê? Porque quando você está no controle de sua própria educação, você dá o melhor de si e, nesses tempos de alta tecnologia e recursos infindáveis, o que há de melhor está disponível para quem quer se interesse.
Vamos encarar o problema. As escolas públicas usam os livros didáticos mais maçantes para ensinar o que as crianças já enfadadas não se importam em saber. Na verdade, a maioria das escolas públicas nem sequer ensinam as crianças a ler satisfatoriamente. Eles usam métodos de ensino que criam uma leitura deficiente. Agora, se você estiver encarregado de ensinar seus filhos a ler, você usaria um método de alfabetização que produziria uma leitura deficiente? Claro que não. Você iria procurar um programa que produziria o sucesso na aprendizagem. Tais programas existem, não obstante o fato de muitas escolas públicas se recusarem a usá-los.
Nós tendemos a esquecer que os pais dos Founding Fathers (Fundadores da nação norte-americana) não eram obrigados a enviar seus filhos às escolas públicas do Rei George (monarca inglês cujo governo abrangia as colônias americanas). Havia total liberdade de ensino nas colônias, e é por isso que foi possível obter a melhor educação disponível — seja em casa ou em uma academia de propriedade de um indivíduo cujo trabalho era oferecer a melhor educação possível. E naquela época se entendia bem o que realmente significava educação. Primeiramente, é necessária uma base na Bíblia e a aprendizagem das línguas em que a Sagrada Escritura e a literatura teológica estavam escritas: latim, grego e hebraico. Significava o desenvolvimento das faculdades intelectuais, a capacidade de ler e de usar a linguagem. Entendia-se que o domínio da linguagem, que é a ferramenta básica do pensamento, seria a chave para o desenvolvimento intelectual.
Nas escolas públicas de hoje, os cérebros das crianças são embrutecidos pela utilização de métodos de ensino que parecem mais uma lobotomia pré-frontal não-cirúrgica. Crianças brilhantes e inteligentes são deliberadamente transformadas em idiotas mediantes métodos de ensinos calculados para fazer exatamente isso. Sabemos que as crianças são, por natureza, inteligentes, pois elas começam a aprender a sua língua materna pouco após o nascimento. Até o momento que elas estão prontas para ir à escola, elas dominam um vocabulário de milhares de palavras. Fazem tudo isso por si só, ouvindo e imitando as pessoas à sua volta, sem a ajuda de professores e escolas certificados pelo governo.
Todas as crianças, salvo aquelas com graves deficiências, nascem com uma faculdade natural de linguagem. Todas as crianças são, portanto, dínamos da aprendizagem de línguas, e a Bíblia nos diz o motivo. Deus nos deu o poder da fala, porque Ele queria se comunicar com aqueles que Ele tinha criado. Na verdade, a função primordial da linguagem foi a de permitir ao homem conhecer a Deus. Em outras palavras, o conhecimento de Deus foi o primeiro passo na educação de Adão. A segunda função da linguagem era permitir a Adão conhecer o mundo. É o que a Bíblia diz em Gênesis 2:19:
“Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais, o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome.”
Em outras palavras, Deus fez de Adão um observador do mundo natural à sua volta, um cientista e um lexicógrafo — um expandidor da linguagem e um fabricante de dicionários. Então Deus deu Eva a Adão. A Bíblia diz: “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Portanto, a linguagem agora deveria ser utilizada para conhecer aos outros, explorar, descobrir, cultivar, conservar e conquistar. E, finalmente, Adão usou a linguagem para conhecer a si mesmo, porque a linguagem é a ferramenta do pensamento, e usamo-la para o nosso diálogo interior, na solidão do nosso ser.
Educadores de verdade, com conhecimento bíblico avançado, sempre souberam que o desenvolvimento da linguagem e o seu uso são o propósito inicial da educação. Em Deuteronômio nós aprendemos as funções religiosas e sociais da educação: conhecer a Deus e transmitir às gerações futuras esse conhecimento, esse amor, essa admoestação. A língua é o que media a transmissão cultural e religiosa. A Bíblia, passada de geração a geração, é um testemunho do valor eterno da Palavra de Deus. Um sistema de ensino que nega essa verdade patente não pode ser aceito por um povo temente a Deus.
Lemos no Evangelho de João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Assim, a palavra é a chave para tudo o que é de grande importância em nossas vidas. Mas a freqüência escolar obrigatória destruiu esse conhecimento fundamental e essa apreciação. Você não pode sequer mencionar a Palavra de Deus em uma escola pública. Se tivéssemos a liberdade de ensino, a Palavra de Deus poderia mais uma vez se tornar o centro da vida do povo americano.
Não há dúvida de que nos tornaríamos as pessoas mais educadas do mundo, porque deveríamos saber o que realmente é a educação e escolher os melhores meios para alcançá-la. Deveríamos reconhecer a nossa dependência de Deus para a sabedoria suprema. Deveríamos orientar as mentes de nossas crianças para que este mundo dado por Deus de incrível beleza, variedades e mistérios esteja aberto às suas curiosidades e interesses.
As escolas públicas de hoje privam as crianças do seu direito de ser aquilo que Deus as fez para ser. Esse é o pecado deles. Charlotte Iserbyt, em sua magnum opus, The Deliberate Dumbing Down of America, prova através de documentação exaustiva que os educadores seculares estão utilizando técnicas de adestramento animal desenvolvidas por cientistas comportamentais, as quais transformam as crianças americanas em estúpidos robôs, que respondem por reflexos a estímulos apresentados por uma autoridade imposta e atéia. As crianças estão sendo condicionadas a responder através de uma coerção, do mesmo modo previsto pelos seus treinadores. Assim como os animais treinados, elas não podem ter domínio sobre qualquer coisa.
Educação não é a mesma coisa que treinamento. Os animais podem ser treinados. Mas não podem ser educados.
O atual sistema de educação reduz o homem ao estado de animal para que lhe seja negado o conhecimento de que ele foi feito à imagem de Deus. Quando os seres humanos, especialmente as crianças, são treinados como animais, eles estão sendo negado o que é verdadeiramente humano sobre eles: sua capacidade de usar suas mentes independentemente de qualquer treinador. É crime privar as crianças de suas qualidades e capacidades humanas. Mas é isso o que está sendo feito em nome da School-to-work (Educação profissionalizante), Outcome Based Education (Educação baseada em resultados) e outros programas mais.
Agora, nossas escolas ensinam às crianças a educação para a morte, para o suicídio, para o sexo e para as drogas. Charlotte Iserbyt observou que tudo o que é ensinado antecedido da palavra "educação" não é realmente educação. Você não chama a leitura de educação para a leitura. Você não chama a aritmética de educação para a matemática. Você não chama a ortografia de educação ortográfica. Em outras palavras, o que eles estão realmente ensinando é morte, suicídio, sexo e drogas. Ao adicionar a palavra educação para estes assuntos, os educadores enganam os pais fazendo-os pensar que o que as escolas estão fazendo não é subversivo à saúde e ao bem-estar de seus filhos, mas sim algo benéfico. Entretanto, sabemos que não é.
Até quando os americanos vão permitir que seus filhos sejam privados de seus mais preciosos valores humanos? As famílias que educam os filhos em casa já não permitem, porém, essas famílias representam um percentual muito pequeno de famílias dos Estados Unidos. Mas seus números estão crescendo. Pouco a pouco, a educação escolar em casa está sendo divulgada.
Graças a Deus por isso!
Tradução: Mirna Santos Stival
Revisão: Rafael Resende Stival
Postado no Blog Salmo 12
Comentário de Julio Severo: O texto abaixo, publicado originalmente no jornal esquerdista The New York Times, foi reproduzido em português pelo portal Terra. Infelizmente, a ênfase e preocupação principal do The New York Times não são a corrupção e a malandragem dos grupos esquerdistas, mas o conservador que os está incomodando. Por pura coincidência, as ONGs desmascaradas receberam milhões de dólares de Obama.
A seguir, matéria do The New York Times com todo o seu peso esquerdista em cima do jovem que está irritando os esquerdistas americanos:
Provocador político irrita esquerda nos EUA pelo YouTube
James E. O'Keefe é um ativista norte-americano de 25 anos cuja câmera escondida eletrizou o Congresso dos Estados Unidos na semana passada ao apresentar vídeos polêmicos mostrando comportamentos impróprios de funcionários de uma associação nacional, a Acorn, que reúne organizações comunitárias e recebe verbas do governo federal. Até mesmo o presidente Barack Obama comentou o fato neste final de semana.
É a pegadinha na era da internet, um instrumento político fatalmente efetivo que O'Keefe ajudou a iniciar entre seus colegas universitários. Ele irritou liberais ao convidá-los a serem amigos de correspondência de terroristas detidos e, mais morbidamente, gravou a equipe da organização de planejamento familiar Planned Parenthood concordando com a condição de que sua doação serviria apenas para o aborto de bebês negros.
Mas nunca seu trabalho teve tanto impacto quanto desta vez em que expôs funcionários da Acorn. Disfarçados de cafetão e prostituta, O’Keefe e uma amiga que conheceu pelo Facebook, Hanna Giles, de 20 anos, realizaram visitas a vários escritórios da organização Acorn e mostraram seus funcionários de baixo-escalão em cinco diferentes cidades ávidos por ajudar em evasão fiscal, tráfico humano e prostituição infantil.
Os vídeos começaram incendiando programas de entrevista conservadores e se disseminaram pela imprensa dos Estados Unidos e pelo Congresso, enquanto O’Keefe e Giles revelavam outros vídeos de mais cidades onde funcionários da Acorn haviam se portado mal. O apresentador Jon Stewart, do célebre programa de TV "Daily Show", do canal Comedy Central, deu destaque para os vídeos e, na quinta-feira, uma proposta na Câmara de Deputados de cortar todo o dinheiro federal para a ACORN foi aprovada por 345 a 75 votos.
Em entrevista telefônica na noite de quinta-feira, enquanto ele editava ainda mais gravações sobre a Acorn, O’Keefe disse que quando aceitou a ideia de Giles para visitarem a associação, "pensei que conseguiríamos alguns trechos" que valeriam a pena postar na web. "Sou um nerd magrelo, o cafetão menos convincente do mundo", disse.
Apesar disso, uma sucessão de funcionários da Acorn aconselhou o casal sobre como traficar garotas salvadorenhas para os Estados Unidos, falsificar um pedido de empréstimo para comprar uma casa que seria usada como bordel e até declarar as prostitutas menores de idade como dependentes, para retornos fiscais.
"Foi uma surpresa absoluta", disse O'Keefe. Mas isso é um padrão frequente em suas excêntricas operações, disse ele: "As pessoas me falam, 'Eles nunca vão dizer sim', mas sempre dizem". Repetidas vezes, seus pedidos encontraram respostas crédulas, ignorantes ou incriminadoras, criando minutos instigantes na internet.
Quando ligou para um escritório da Planned Parenthood em Columbus, Ohio, para dizer que queria financiar abortos de minorias, afirmando que "havia negros demais em Ohio", o assistente administrativo riu ao telefone e concordou com seus termos.
Quando ligou para a filial de Idaho, um prestativo oficial de desenvolvimento lhe disse que "com certeza" poderia direcionar sua doação somente a abortos de bebês afro-americanos, não levantando qualquer objeção mesmo após a explicação de que seu objetivo era proteger seu filho de competição futura no vestibular devido a ações afirmativas.
Em nota na sexta-feira, a Planned Parenthood afirmou que "gravações fortemente editadas e sem consistência foram parte de uma campanha para macular a imagem da Planned Partenhood através de alegações falsas".
A Acorn respondeu inicialmente de maneira semelhante, mas mudou de tom esta semana, dizendo que havia afastado funcionários e melhoraria o treinamento e a supervisão.
O'Keefe já está sendo comparado até mesmo ao célebre documentarista americano Michael Moore. Mas nem todos os conhecidos de O'Keefe concordam. "Michael Moore vai atrás dos ricos e poderosos. James não está fazendo isso. Ele vai atrás de burocratas de baixo escalão e pessoas que estão tentando ajudar pessoas de baixa renda", afirmou um ex-colega da universidade de O'Keefe, Liz Farkas.
Filho de um engenheiro de materiais e uma fisioterapeuta, O'Keefe cresceu em Westwood, Nova Jersey, tornou-se escoteiro e estrelou no musical "Crazy for You" no último ano do colégio. Após se formar em Filosofia da Universidade de Rutgers em 2006, ele trabalhou por um ano no Leadership Institute, grupo sediado nos arredores de Washington que treina jovens conservadores em campi universitários. O'Keefe era "muito eficaz e muito entusiasmado", disse Morton Blackwell, fundador do instituto.
Mas Blackwell conta que O'Keefe foi convidado a se retirar porque havia a preocupação de que seu trabalho em vídeo pudesse violar regras da agência de fiscalização tributária americana que impedem que grupos sem fins lucrativos tentem influenciar a legislação.
O'Keefe disse considerar o escritor britânico G. K. Chesterton sua "referência intelectual" e se chama de "radical progressivo", não um conservador, porque quer mudar as coisas, "não mantê-las". Mas suas opiniões, descritas por ele como pró-mercado e antigoverno, se parecem com o conservadorismo tradicional.
Será que toda cobertura da mídia sobre seu último projeto o tornou célebre demais para se disfarçar novamente? O'Keefe descartou a ideia. "Francamente, estou só começando", disse ele.
Tradução: Amy Traduções
Fonte: The New York Times e Terra
Divulgação: www.juliosevero.com
Chuck Colson
24 de agosto de 2009 (Notícias Pró-Família) — Hoje marca o aniversário de 250 anos de William Wilberforce, estadista cristão que, durante 18 árduos anos, liderou a cruzada contra o abominável comércio de escravos da Inglaterra. Não consigo pensar num presente melhor que eu pudesse dar a meus ouvintes do que lhes dizer sobre algumas das características que tornaram Wilberforce um homem que mudou profundamente a história — e cujo legado de forma tão profunda moldou minha vida.
Falar de Wilberforce é falar de cosmovisão bíblica em ação. Quando Wilberforce, um dos membros mais jovens do Parlamento, veio a Cristo, ele pensou em abandonar seu cargo político e se tornar pastor.
Graças a Deus, William Pitt, que se tornou mais tarde o mais jovem primeiro-ministro da Grã-Bretanha, o convenceu do contrário. Numa carta a seu estimado amigo, Pitt escreveu: “Certamente os princípios e as práticas do Cristianismo são simples e levam não só à meditação, mas também à ação”.
E aliás, para Wilberforce, a fé cristã significava ação. Ele não conseguia ficar de braços cruzados e ver a imago Dei de cada pessoa, a imagem de Deus, abusada. Sua cruzada muito impopular contra o comércio de escravos arruinou sua saúde e custou-lhe um elevado preço político. Ele agüentou agressões verbais e até foi desafiado a um duelo por um irado capitão de navio negreiro.
E quando a Revolução Francesa começou, o que havia sido uma posição impopular se tornou perigosa. À medida que clamores de liberdade, igualdade e fraternidade irromperam da França para a Inglaterra, Wilberforce e seus colegas abolicionistas que criam tão fortemente na igualdade humana foram de repente vistos com suspeita pelo povo britânico.
Apesar disso, Wilberforce perseverou ano após ano. Escrevendo sobre se desistir da luta, Wilberforce comenta, “um homem que teme a Deus não tem liberdade” de fazer isso.
Mas a cosmovisão de Wilberforce o conduziu a se envolver em mais do que apenas a questão da escravidão. Ele lutou pela reforma do sistema prisional. Ele fundou ou participou de 60 instituições de caridade. Ele convenceu o Rei George III a decretar uma proclamação incentivando a moralidade e restabeleceu a Sociedade da Proclamação para assegurar a promoção da moralidade. Ele cuidava da criação de Deus, fundando a Sociedade para a Prevenção de Crueldade contra os Animais. E ele promoveu iniciativas missionárias, como fundar a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.
Creio que à medida que vamos entendendo a profundidade de nossa própria cosmovisão cristã, ela não nos forçará a uma vida meramente de contemplação, mas de ação. Só podemos conhecer mais a Deus sendo movidos a amar mais os outros— e ter interesse ardente na justiça, misericórdia e verdade.
Leia o resto desse comentário em inglês aqui.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
William Wilberforce’s Great Grandson Says if Alive Today Wilberforce Would Fight Abortion
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/mar/08033106.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/09/feliz-aniversario-william-wilberforce-o.html
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/aug/09082415.html
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Agora ficou mais fácil defendê-lo
Luiz Carlos Lodi da Cruz
Quando um juiz, abusando de sua autoridade e contrariando a lei, ousa emitir uma sentença autorizando o crime do aborto, o meio processual mais adequado para defender o bebê em gestação é o pedido de Habeas Corpus com concessão de liminar. Originariamente, o Habeas Corpus não foi concebido para impedir um homicídio, mas a prisão de alguém, uma “violência ou coação em sua liberdade de locomoção” (art. 5º, LXVIII, CF). No entanto, ninguém pode ter liberdade de locomoção se está morto. O direito de ir e vir supõe o direito à vida. Por isso, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que o Habeas Corpus é uma via processual adequada para proteger uma criança ameaçada de aborto. Eis o trecho de um acórdão que impediu o aborto de um bebê anencéfalo:
... não há se falar em impropriedade da via eleita [o Habeas Corpus], já que, como é cediço, o writ se presta justamente a defender o direito de ir e vir, o que, evidentemente, inclui o direito à preservação da vida do nascituro (STJ, HC 32159, Rel. Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 17-02-2004 e publicado em 22-03-2004).
O Habeas Corpus tem, além de tudo, a vantagem ter tramitação prioritária em relação às outras ações, de poder ser impetrado por qualquer pessoa do povo, de não ter custas processuais e de nem sequer requerer a participação de um advogado.
Mais ainda: não é necessário que a pessoa que sofre coação (paciente) dê uma procuração para ser representada em juízo. Essa última vantagem não deve ser menosprezada. Quando uma gestante deseja praticar um aborto, ela (que é representante legal do nascituro ou bebê em gestação) não dará a um terceiro uma procuração para defender seu filho, contrariando o interesse dela. Isso torna inviável o uso do Mandado de Segurança para impedir um aborto. Esse inconveniente é evitado pelo Habeas Corpus.
Até hoje, porém, dificilmente um tribunal concederia ordem de Habeas Corpus para salvar um nascituro ameaçado de morte quando se alegasse que o aborto é o único “meio” para salvar a vida da gestante ou quando a gravidez resultasse de estupro. Isso porque, infelizmente, os desembargadores costumam acreditar que nessas duas hipóteses, descritas no artigo 128 do Código Penal, o aborto é “permitido”. Essa interpretação — que vai além da letra do dispositivo, que diz apenas “não se pune” – baseia-se na crença de que o nascituro não é pessoa, segundo a primeira parte do artigo 2º do Código Civil: “a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida”. Se ele não é pessoa, mas apenas expectativa de pessoa, sua vida poderia ser violada em benefício da mãe, que já é pessoa.
Esse foi o entendimento do Ministro Carlos Ayres Britto, relator da ADI 3510, o qual se posicionou em favor da destruição de embriões humanos. Segundo o relator, o fato de o aborto ser crime não significa que o nascituro seja uma pessoa. E mais: se o nascituro fosse pessoa, não seria possível existir aborto “legal”! Leiamos seu raciocínio:
Não que a vedação do aborto signifique o reconhecimento legal de que em toda gravidez humana já esteja pressuposta a presença de pelo menos duas pessoas: a da mulher grávida e a do ser em gestação. Se a interpretação fosse essa, então as duas exceções dos incisos I e II do art. 128 do Código Penal seriam inconstitucionais, sabido que a alínea a do inciso XLVII do art.5º da Magna Carta Federal proíbe a pena de morte (salvo “em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX”)[1].
Na época em que Ayres Britto disse isso, o Supremo Tribunal Federal ainda não havia consolidado o entendimento acerca do status hierárquico do Pacto de São José da Costa Rica. Hoje, porém, com o julgamento do Habeas Corpus 87.585-8 TO e dos Recursos Extraordinários 349703/RS e 466.343/SP, tornou-se pacífico que essa Convenção tem um nível superior a todas as leis ordinárias, como o Código Civil e o Código Penal. Eis o que diz um trecho do acórdão do RE 349703/RS, publicado em 05/06/2009:
Desde a adesão do Brasil, sem qualquer reserva, ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. 11) e à Convenção Americana sobre Direitos Humanos — Pacto de San José da Costa Rica (art. 7º, 7), ambos no ano de 1992, não há mais base legal para prisão civil do depositário infiel, pois o caráter especial desses diplomas internacionais sobre direitos humanos lhes reserva lugar específico no ordenamento jurídico, estando abaixo da Constituição, porém acima da legislação interna. O status normativo supralegal dos tratados internacionais de direitos humanos subscritos pelo Brasil torna inaplicável a legislação infraconstitucional com ele conflitante, seja ela anterior ou posterior ao ato de adesão. Assim ocorreu com o art. 1.287 do Código Civil de 1916 e com o Decreto-Lei n° 911/69, assim como em relação ao art. 652 do Novo Código Civil (Lei n° 10.406/2002).
Estando “abaixo da Constituição, mas acima da legislação interna”[2], o Pacto de São José da Costa Rica torna inaplicável o artigo 652 do Código Civil (que permite a prisão do depositário infiel) e a primeira parte do artigo 2º do mesmo Código (que nega o reconhecimento da personalidade ao nascituro). De fato, a Convenção afirma em seu artigo 3º: “toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica”. Mas, o que a Convenção chama de “pessoa”? A resposta está no artigo 1º, n. 2.: “para os efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano”. Logo, segundo a Convenção, todo ser humano (= toda pessoa) tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica!
Que o nascituro seja um ser humano, nem sequer o negou o Ministro Carlos Ayres Britto: “o início da vida humana só pode coincidir com o preciso instante da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozóide masculino”[3]. Logo, o nascituro é pessoa!
O recentíssimo reconhecimento do nível supralegal do Pacto de São José da Costa Rica afasta a aplicação de qualquer dispositivo que venha a negar a personalidade do nascituro (como o artigo 2º, CC), bem como a aplicação de qualquer norma que se interprete como “permissão” para o aborto (como os dois incisos do art. 128, CP).
A conclusão prática de tudo isso é que hoje qualquer cidadão pode, com base no referido Pacto, impetrar Habeas Corpus não apenas em favor de um nascituro deficiente (aborto eugênico), mas ainda em favor de um nascituro que se pretenda abortar como “meio” de salvar a vida da gestante ou quando a gravidez resulte de estupro. É preciso, porém, no corpo da petição, fazer referência explícita ao reconhecimento da personalidade do nascituro pelo Pacto de São José da Costa Rica e do status supralegal dessa Convenção.
Como ilustração, transcrevemos um acórdão do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo em que já se fazia referência à importância do Pacto subscrito e ratificado pelo Brasil. Note-se porém que naquela época (1998), o STF ainda atribuía a essa Convenção o nível hierárquico de lei ordinária. O artigo 4º do Código Civil então vigente (de 1916) corresponde ao artigo 2º do atual Código (de 2002):
Em boa hora se vem invocando nos Pretórios o Pacto de São José de Costa Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos), que se fez direito interno brasileiro, e que, pois, já não se configura, entre nós, simples meta ou ideal de lege ferenda. É mesmo reclamável seu cumprimento integral, porque essa Convenção foi acolhida sem reservas pelo Estado brasileiro. Parece que ainda não se compreendeu inteiramente o vultoso significado da adoção do Pacto entre nós: bastaria lembrar, a propósito, pela vistosidade de suas conseqüências, que seu art. 2º modificou até mesmo o conceito de pessoa versado no art. 4º do Código Civil, já que, atualmente, pessoa, para o direito posto brasileiro, é todo ser humano, sem distinção de sua vida extra ou intra-uterina. Projetos, pois, destinados a viabilizar a prática de aborto direto ou a excluir antijuridicidade para a prática de certos abortamentos voluntários conflitam com a referida Convenção (Habeas Corpus n.º 323.998/6, Tacrim-SP, 11ª Câm., v. un., Rel. Ricardo Dip, j.29.6.1998).
Queira Deus que no julgamento do mérito da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 (ADPF 54), que pretende a liberação do aborto de crianças anencéfalas, os defensores da vida no STF usem — e usem bem — a poderosíssima arma pró-vida do Pacto de São José da Costa Rica.
Notas
[1] Voto do relator na ADI 3510, 5 mar. 2008, n. 28, p. 32.
[2] Esse é o entendimento majoritário. Há porém os Ministros Celso de Mello, Cézar Peluzo, Ellen Gracie e Eros Grau, que defendem o status constitucional do Pacto de São José da Costa Rica.
[3] Voto do relator na ADI 3510, 5 mar. 2008, n. 30, p. 35.
Novas investigações de campo confirmam cumplicidade do FNUAP na política coerciva de controle populacional da China
Kathleen Gilbert
FRONT ROYAL, Virginia, 7 de julho de 2009 (Notícias Pró-Família) — O Instituto de Pesquisa Populacional (IPP) está aumentando as pressões no governo de Obama por entregar 50 milhões de dólares ao Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP) com a notícia de mais outra investigação confirmando a cumplicidade do FNUAP nas políticas coercivas de controle da natalidade na China.
Em março e maio de 2009, o IPP realizou duas investigações separadas, cobrindo 6 “municípios modelos” do FNUAP. Esses municípios em que o FNUAP afirma que suas campanhas “removeram metas e cotas de natalidade e introduziram uma abordagem de qualidade de assistência” — uma alegação que os investigadores chamam de “ultrajante”.
O investigador do IPP Colin Mason e o presidente Steven Mosher dizem que descobriram que não só as medidas coercivas permanecem em vigor, mas a situação é de algumas maneiras pior do que nos anos anteriores, quando uma investigação original levou o governo de Bush a parar o financiamento do FNUAP com o dinheiro de impostos americanos.
“Fomos pessoalmente aos lugares em que o FNUAP atua e descobrimos que a afirmação do FNUAP de ter desempenhado um papel catalítico na introdução de uma abordagem de saúde reprodutiva voluntária na China é patentemente absurda”, disse Mason. “A política é exatamente tão coerciva nessas áreas como em qualquer outra”.
“Mulheres continuam a ser presas pelo crime de engravidar”, disse Steven Mosher. “Elas continuam sendo obrigadas a abortar seus bebês. As minorias continuam sendo alvos. Os deficientes são proibidos de ter filhos. Essas violações de direitos humanos estão ocorrendo bem debaixo do nariz do FNUAP. É ridículo sugerir que os especialistas de controle populacional da ONU não sabem acerca deles”.
Em 2001, o IPP entregou ao Departamento de Estado dos EUA um dossiê das atividades do FNUAP na China. A resposta do Presidente Bush foi enviar delegados do Departamento de Estado numa segunda investigação. Embora a equipe tivesse sido bem recebida e acompanhada pelo governo chinês, as autoridades concluíram que o FNUAP era de fato cúmplice das coercivas políticas de controle da natalidade da China, e o financiamento de assistência externa foi cortado do FNUAP em 2002.
Contudo, dias depois de assumir a presidência em janeiro, o Presidente Obama anunciou que voltaria a financiar o FNUAP sem comentar as investigações.
De acordo com a lei americana, conhecida como emenda Kemp-Kasten, nenhum financiamento originário de impostos pode ir para uma organização que apóie o controle da natalidade coercivo. Quando o FNUAP foi beneficiado com 50 milhões de dólares do projeto de lei de diversas verbas, incluiu-se uma cláusula que especificamente isentava o FNUAP da proibição Kemp-Kasten.
O projeto de lei explicitamente proibia que o dinheiro fosse usado para financiar programas na China. Mas não há evidência de que o dinheiro do FNUAP é insubstituível, e poderia pois ser usado para liberar outros fundos para uso na China. Além disso, a emenda Kemp-Kasten proíbe que financiamentos sejam dados para organizações que apóiam tais programas, em vez de proibir os próprios programas.
“A lei dos Estados Unidos é clara: os dólares de nossos impostos não devem ser usados para financiar abortos ou medidas coercivas no exterior”, disse Mosher. “Mas é igualmente claro que o FNUAP está envolvido precisamente no que a lei proíbe”.
“Pedimos que o Congresso reconheça, ainda que o presidente não queira, que o financiamento ao FNUAP é de fato financiamento para o planejamento familiar coercivo na China. Tal financiamento tem de ser suspenso imediatamente”.
Mosher disse para LifeSiteNews.com numa entrevista hoje que ele ouviu os relatos de abusos de direitos humanos contados por residentes de três dos municípios “modelos” do FNUAP em maio: o Município Autônomo de Fengning Manchu e o Município de Wenshui. Em Fengning, Mosher falou com vários habitantes que confirmaram que “multas pesadas e abortos forçados são a ordem do dia”.
O IPP diz que os municípios do FNUAP também facilitam as metas eugênicas do governo chinês. Mosher falou acerca de seu encontro com uma mulher muda no município de Luan, de quem a equipe investigativa ficou sabendo que ela havia sido esterilizada a força.
“Ela era muito inteligente, e muito amistosa, e entre as pessoas mais animadas que encontrei enquanto eu estava na China — ela se comunicava mediante gestos manuais”, disse ele. “Então chegamos ao assunto de filhos, e ela havia sido esterilizada, porque era muda. E o que as pessoas não percebem acerca da política de um só filho na China é que é também uma política eugênica…
“Bebês deficientes são mortos no nascimento; se uma pessoa com uma deficiência se inscreve para se casar, ela poderá receber permissão para casar, mas primeiro precisa ser esterilizada. Portanto, a China não quer nenhum filho de pessoas que nasceram mesmo com pequenas deficiências”.
Mosher disse que um relatório acerca das investigações mais recentes seria completado nesta semana e enviado para várias autoridades do governo de Obama, que não deram nenhuma resposta à investigação do IPP em março envolvendo semelhantes municípios “modelos” do FNUAP na China.
Mosher expressou frustração com a disposição de Obama de aceitar as próprias alegações do FNUAP sem fazer crítica alguma, em contraste imenso com a reação do governo de Bush em 2001.
“Se não acreditam em nós, o governo deveria examinar por si mesmo este problema”, disse ele.
Veja cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
U.S. Dept. of State Announces $50 Million Contribution to UNFPA
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/mar/09032712.html
On-the-Ground China Investigation Re-Confirms UNFPA Complicit in Coercive One-Child Policy
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/mar/09032501.html
Congress Snubs Proposed Amendments Blocking Coerced Abortion/Sterilization Funding
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022605.html
UNPFA Loses $235 Million Due to Pro-Life Group’s Efforts
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jul/08070206.html
UNFPA Supports Coercive Family Planning-Including Forced Abortion-in China
http://www.lifesitenews.com/ldn/2001/oct/011005c.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09070709.html
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Por: Diogo Mainardi
“Eu queimaria pessoalmente qualquer livro israelense que se encontrasse nas bibliotecas do Egito”.
A frase é de Farouk Hosni, o ministro da Cultura egípcio. Ele a pronunciou num congresso de seu partido, em 10 de maio de 2008. O diretor do Centro Simon Wiesenthal acusou-o de se inspirar em outro ministro da Cultura incendiário: Josef Goebbels. Acusou-o também de ter disponibilizado a TV estatal do Egito a um notório negador do Holocausto, Roger Garaudy, o antigo filósofo comunista que se converteu ao islamismo — o Cat Stevens de Auschwitz.
Farouk Hosni é candidato ao cargo de presidente da UNESCO. Isso mesmo, da UNESCO: o organismo internacional que se ocupa prioritariamente de livros e bibliotecas. Quem o apóia? O Brasil. O Itamaraty. Lula. Celso Amorim. Apoiamos um antissemita. Apoiamos um queimador de livros. É o nosso “Fahrenheit 451” diplomático.
Mas o antissemitismo é só um dos aspectos escandalosos da candidatura de Farouk Hosni. Há outro. Uma das metas da UNESCO, segundo seus estatutos, é promover os princípios democráticos. Há até um departamento de Democracia na UNESCO, que zela pela liberdade de opinião e pela liberdade de imprensa. Farouk Hosni é ministro da Cultura do regime militar de Hosni Mubarak. O mesmo Mubarak que persegue seus opositores. O mesmo Mubarak que pretende transferir o poder para seu filho, Gamal. O mesmo Mubarak que tem a prerrogativa, entre muitas outras, de nomear os diretores dos principais jornais do país, todos pertencentes ao Estado. E tem mais: Farouk Hosni é o ministro da Cultura do Egito desde 1987. Isso significa que nosso candidato para a UNESCO, aquele que terá de tutelar os valores da democracia, da liberdade de opinião, da liberdade de imprensa, está enraizado no poder, em sua suserania ministerial, há exatamente 22 anos, protegido por um ditador.
Para apoiar Farouk Hosni, o Itamaraty abandonou a candidatura de um diplomata brasileiro, Márcio Barbosa. Especulou-se que isso poderia ser usado numa barganha com os países árabes para eleger Celso Amorim à chefia de outro organismo da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica. Celso Amorim negou esse propósito, declarando que o Brasil apoiaria a candidatura do sul-africano Abdul Minty para a AIEA. Faz sentido. Abdul Minty, assim como Celso Amorim e Lula, defende o programa nuclear iraniano, opondo-se a qualquer medida retaliatória contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad, o negador do Holocausto, o Roger Garaudy radioativo, o Cat Stevens de Natanz. Ahmadinejad esnobou o convite de Lula para visitar o Brasil. Quem sabe Roger Garaudy aceite.