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Patrick Buchanan
É dito que Barack Obama irá enfrentar o pior cenário desde a Grande Depressão. Sem querer minimizar a crise na qual estamos, é preciso colocar esse assunto na perspectiva correta.
A Grande Depressão começou com o Grande Crash de 1929. Em 1931, o desemprego alcançou a marca de 16 por cento.
Em 1933, as bolsas de valores haviam desabado 89 por cento, a economia encolheu em um terço seu valor, milhares de bancos faliram, um terço da provisão de dinheiro se perdeu, e o desemprego atingiu 25 por cento – entre os chefes de família. E naqueles dias não havia seguro-desemprego, seguro-saúde, seguridade social, política de bem-estar social.
A resposta de Franklin Delano Roosevelt (FDR): grandes gastos de dinheiro por parte do governo federal, através de novas regras sobre os negócios e maiores impostos – como fez Herbert Hoover antes dele, só que de forma mais aguda.
A depressão durou até as encomendas de Guerra vindas dos Aliados trazerem a indústria Americana de volta a vida. Antes de 1940, em nenhum momento a taxa de desemprego caiu abaixo de 14 por cento. Em Maio de 1939, o secretário do tesouro Henry Morgenthau testificou:
“Nós estamos gastando mais dinheiro do que nunca, e isso não funciona... Eu quero ver este País próspero. Eu quero ver pessoas conseguindo seus empregos. Eu quero ver pessoas tendo o que comer. Nós nunca fizemos de nossas promessas realidade. ...Em oito anos passados dessa administração nós temos o mesmo desemprego que tínhamos em seu início...e uma dívida pública enorme”
Politicamente, o New Deal foi um sucesso estrondoso, com as vitórias de FDR em 1932, 1934 e 1936 virtualmente varrendo o Partido Republicano do mapa.
Porém, economicamente, o New Deal foi um fracasso, falhando em sua missão de restaurar a prosperidade. Mesmo com o doutrinamento de gerações de crianças pela propaganda do New Deal, essa é a dura realidade.
Considere, agora, como Ronald Reagan respondeu a crise econômica de 1980, a pior desde a Depressão. Durante a “Estagniflação” da era Jimmy Carter, as taxas de juros haviam alcançado 21 por cento e a inflação 13 por cento.
A resposta de Reagan foi o arrocho monetário imposto pelo presidente do Fed Paul Volcker e cortes de impostos em 25 por cento, enquanto diminuía o topo das taxas de 70 para 28 por cento.
Quando o desemprego alcançou 10 por cento em 1982, Reagan perdeu 26 assentos na Câmara dos Deputados. Porém, em 1983, os cortes de impostos surtiram efeito.
Dalí em diante veio o tempo de bonança da era Reagan, com a criação de 20 milhões de novos empregos. “Os Sete Anos Gordos”, como o autor Robert Bartley os chamou.
Reagan seguiu o exemplo de Warren Harding e Cal Coolidge, que cortaram os impostos da época de guerra de Woodrow Wilson de 70 para 25 por cento, levando aos “Fantásticos anos 20”, um tempo de prosperidade sem igual.
O corte de impostos que JFK fez nos anos de 1960, que também foi um exemplo para Reagan, foram igualmente bem sucedidos.
Harding, Coolidge, JFK e Reagan: todos apostaram no setor privado com o motor da prosperidade. E todos foram bem sucedidos. Franklin Roosevelt apostou no governo. E o New Deal falhou. Foi a Segunda Guerra Mundial que tirou os EUA da Depressão dos anos de 1930.
Agora vem o colapso do sistema financeiro e a crise econômica de 2008, herdada por Obama, com 40 por cento de perdas nas bolsas em 1 ano, falências e desemprego próximo de 7 por cento e crescendo.
Na busca por soluções, Obama parece estar deixando de lado os modelos Reagan, JFK e Harding-Coolidge, e olhando para FDR e os Democratas do New Deal.
Já assumindo com US$ 1,2 Trilhão de déficit no ano terminado em 30 de Setembro (algo como 8 por cento do PIB Americano), Obama pretende adicionar um programa de estímulo de US$ 700 Bilhões a US$ 1 Trilhão (outros 5 a 7 por cento do PIB). O déficit resultante será o dobro do maior déficit de Reagan, de 6 por cento do PIB, o qual foi o maior desde a Segunda Guerra Mundial.
E como essa montanha de dinheiro será gasta?
Centenas de Bilhões serão dados em cheques de US$ 500 a US$ 1,000 para assalariados e indivíduos que nem sequer pagam impostos. Isso é similar a iniciativa de George McGovern de 1972, quando cada homem, mulher e criança, se não me falha a memória, deveria receber um cheque do governo dos EUA.
Outras centenas de bilhões irão para gastos estaduais e municipais. Outras centenas de bilhões irão para projetos de “infra-estrutura”, outro nome para “gasto desnecessário de dinheiro”.
Agora, como Obama não pretende aumentar impostos, pelo menos não agora, ele irá ter que emprestar algo como US$ 2 trilhões de Estrangeiros e contribuintes Americanos; ou o Fed terá que criar o dinheiro. Inegavelmente, isso terá impacto na economia. Mas qual será esse impacto?
Onde na história, fora o período da Segunda Guerra Mundial, existe evidência de que tamanho gasto público restaurou a prosperidade?
Obama e os Democratas estão fazendo uma aposta histórica, não apenas com as carreiras deles, mas com um país inteiro. Se esse monstruoso pacote de estímulo, mais os milhões em dinheiro vivo, não funcionarem; e se os dois inflamarem a inflação, mais do que o crescimento econômico, não teremos mais saída. A caixa de ferramentas estará vazia.
E o que virá, isso sim, pode sim lembrar os anos de 1930.
Traduzido e adaptado por: Daniel Souza para o site www.vigilanciademocratica.org
Resumo: Essencialmente, o conceito de direitos humanos visa defender a dignidade e a integridade da Pessoa humana perante ameaças despóticas do poder estatal (ou paraestatal).
Direitos Humanos e a proteção ao indivíduo
Muito é escrito e pregado a respeito dos direitos humanos, porém pouco é refletido sobre a sua essência - o conceito de proteção ao cidadão comum.
Os alicerces dos direitos humanos são muito antigos, remontando à Grécia clássica e ao surgimento do Cristianismo. Seu firme embasamento, no atual conceito, repousa sobre as idéias iluministas e liberais que nortearam as Revoluções Inglesa, Americana e Francesa (esta, em sua fase inicial). Conceitos como liberdade, igualdade e respeito à propriedade privada são amplamente discutidos na obra de autores dos séculos XVII e XVIII, tendo sido John Locke o principal expositor e defensor dos Direitos Naturais do Homem.
Em palavras simples, os direitos humanos são fruto de um movimento que buscou valorizar o indivíduo como detentor de direitos naturais e, portanto, inalienáveis. Esses direitos naturais preconizam, inclusive, a possibilidade de a população se revoltar contra qualquer poder terreno que busque cercear sua liberdade e o pleno gozo desses direitos. Exemplo dessa mentalidade pode ser claramente encontrado na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América (1776), onde podemos ler no texto de Thomas Jefferson: “Consideramos estas verdades como evidentes per si, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos Direitos inalienáveis, que, entre estes, estão a vida, a liberdade e a busca pela felicidade; que, a fim de assegurar esses direitos, instituem-se entre os homens os governos, que derivam seus justos poderes do consentimento dos governados (…)”.
O Estado, em seu papel correto, tem a função de servir ao cidadão. Toda vez que o Estado faz uso de seu poder para se sobrepor aos cidadãos, passando por cima da liberdade destes, os direitos humanos ficam claramente comprometidos. Um regime despótico tem como premissa básica a imposição do poder oficial sobre o conjunto da sociedade e de seus membros, onde o “rei” ou “ditador” se vê na condição de juiz e provedor supremo da nação, ignorando a individualidade e a opinião dos “súditos”. A falta de liberdade de expressão e de organização civil (que são direitos humanos essenciais e fundamentais) em regimes autoritários, é a maneira pela qual o déspota se vê livre de qualquer ameaça ao seu poder supremo, fato pelo qual a imprensa livre é tão perseguida em regimes dessa natureza.
Chegamos à conclusão, portanto, que é necessário um regime democrático e representativo sólido para assegurar o pleno gozo dos direitos humanos. Sem liberdade não há democracia; sem democracia, não há cidadania; sem cidadania, não há dignidade. A dignidade humana, dádiva Divina, é o que dá sentido a Vida.
Daniel Souza
Direitos Naturais do Homem:
1) Site com a transcrição da declaração de independência dos Estados Unidos da América, de 1776:
http://www.archives.gov/national-archives-experience/charters/declaration.html (em inglês)
2) Verbete da Wikipedia sobre John Locke, um dos grandes ideólogos do direito natural:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Locke
Política, ideologias e movimentos:
3) Blog do Reinaldo Azevedo, um dos mais lúcidos analistas da realidade brasileira contemporânea:
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
4) Site do Mídia Sem Máscara, uma das poucas vozes que se levanta contra o neo-populismo Socialista da América do Sul:
http://www.midiasemmascara.com.br/